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que disser do ciumes

              Ciúme                       

O que é Ciúme

O ciúme é um sentimento natural do ser humano produzido pela falta de exclusividade do sentimento, da dedicação e do cuidado da pessoa de quem se gosta. É uma dedicação ao amor.

O ciúme é uma manifestação provocada pela falta de confiança no sentimento do outro, que é transformada em medo de perder o parceiro.

O ciúme pode adquirir um significado mais amplo, não necessariamente associado ao sentimento partilhado entre pessoas, pode ser produzido pelo apego exagerado a algum bem material não querendo partilha-los com outra pessoa. Por exemplo: ciúme dos livros, dos DVDs, do carro etc.

O ciúme está intimamente ligado à inveja no momento que produz desgosto ou tormento a um indivíduo, por ele não possuir algo que pertence a outra pessoa.

O ciúme pode ter um caráter positivo ou negativo. Quando atinge o sentido de cuidado ou zelo por alguém pode ser um sentimento benéfico. Por outro lado, quando há egoísmo (desejo que a pessoa amada não se relacione com outras pessoas) ou controle excessivo (suspeita constante de infidelidade, por exemplo), o ciúme pode transformar-se em paranóia ou patologia.

Quando o Ciúme se Torna Doentio?

Neste caso fica difícil para o indivíduo distinguir a imaginação da realidade. As dúvidas podem se transformar em idéias muito valorizadas e até mesmo delirantes. E caso a pessoa possua uma auto-imagem muito debilitada e fragmentada poderá haver nele uma predisposição para sentir ciúmes, que pode também se tornar-se patológico.

Em meio a esta emoção intensa o indivíduo passa a ter comportamentos obsessivos e incontroláveis para sanar suas dúvidas, tais como:
Verificar se a pessoa está no local onde informou que estaria e se realmente e se está com quem disse que estaria, violar correspondências, além de checar bolsos, bolsas, carteiras, recibos, roupas íntimas, contrata detetives particulares, etc.

Estão constantemente buscando evidências e confissões que confirmem suas suspeitas mas, mesmo assim as dúvidas permanecem quando não aumentam ainda mais, já que a confissão do outro nunca é detalhada ou fidedigna em relação à expectativa do ciumento.

Quais são as Causas?

Causas possíveis: O ciúme pode surgir nas relações interpessoais em várias fases da vida e por diversos motivos.

Inicialmente pode surgir por: insegurança, baixa auto-estima, imaturidade emocional, ou seja, aspectos emocionais relacionados à vida afetiva da pessoa. Somado a tudo isso o ciúme pode se instalar pelo medo do abandono, da solidão, da sensação de perda emocional, de controle e sobretudo da maneira como o casal conversa e enfrenta suas dificuldades.

 

 

Consequências:

Ansiedade, depressão, raiva, vergonha, insegurança, humilhação, perplexidade, culpa, aumento do desejo sexual e desejo de vingança. Haveria, clara correlação entre auto-estima rebaixada, conseqüentemente a sensação de insegurança e, finalmente o ciúme.

Como Resolver o Problema?

Caso a situação ultrapasse os limites, deve-se buscar um apoio emocional para compreender quais processos estão agindo em meio a este ciúme. Desta forma, é necessário que o indivíduo realize um processo psicoterapêutico para compreender qual é a causa e como trabalhar tais emoções para mudar esta situação e melhorar sua qualidade de vida e relacionamentos.

Muitas vezes é um processo difícil, mas acredito que as pessoas tem a capacidade de crescer, mudar e serem mais felizes quando se mostram disponíveis para um processo psicoterapêutico. Vamos buscar juntos compreender os afetos, sentimentos e emoções mais profundos, trabalhando as causas do ciúme patológico.

O que é o ciúme?

parte 2

Basicamente, ciúme é o medo de perder alguém amado para uma terceira pessoa. Segundo Ballone, o ciúme normal é transitório e baseado em fatos. O maior desejo é preservar o relacionamento. Algumas pessoas o encaram como prova de amor, zelo ou valorização do parceiro. Outros o consideram uma prova de insegurança e baixa autoestima.

Aprenda a diferenciar o ciúme normal do doentio

Cobrança excessiva é sinal de que o sentimento exagerado está atrapalhando seu relacionamento

Ciúme doentio

Já no ciúme patológico há o desejo inconsciente da ameaça de um rival, assim como o desejo obsessivo de controle total sobre os sentimentos e comportamentos do outro. Caracteriza-se por se exagerado, sem motivo aparente que o provoque, deixando o ciumento absolutamente inseguro e transformando-o num tremendo controlador, cerceador da liberdade do outro, podador de qualquer atividade que o parceiro queira fazer sem que ele esteja presente.

Dúvidas se transformam em ideias supervalorizadas, levando a pessoa a checar, verificar se ela tem fundamento. Checa celulares e ligações recebidas constantemente, quer saber quem enviou mensagens, que e-mails recebeu e por qual motivo, com quem falou e sobre o que, onde está e a que horas voltará, quem são os amigos e porque os têm; acha que se a pessoa se arruma para sair, mesmo que seja para o trabalho, está "se arrumando para encontrar o amante"; se há algum atraso é motivo de brigas e questionamentos intermináveis; e por mais que tente aliviar seus sentimentos, nunca estará satisfeito, permanecendo o mal estar da dúvida. Enfim, a vida a dois transforma-se num verdadeiro martírio.

A maneira errada de lidar com o ciúme

Quem sofre os "ataques" do parceiro alimenta-o sem saber à medida que concorda em submeter-se ao que o outro pede. Por exemplo: se, ao ser questionado sobre quem lhe enviou e-mails, mesmo no trabalho, ele responder, der satisfações, o outro se sentirá no direito de fazê-lo sempre, agindo dessa forma cada vez mais incisivamente.

 As brigas tornam-se frequentes e o clima de tensão impera na relação, já que qualquer coisa é motivo para reacender o ciúme. Porém, há momentos de total tranquilidade intercalados a estes - geralmente quando estão juntos, fazendo algo que distraia a atenção do ciumento - o que deixa a "vítima" do ciúme confusa, tirando a vontade de abandonar a relação que muitas vezes é tentadora.

Mas afinal quem é a vítima aqui? Aquele que sofre com as cobranças e vive numa verdadeira prisão ao lado de alguém possessivo e controlador ou este, que vive em constante tensão e desconfiança, perdendo por completo sua tranquilidade perante a vida em função de algo que o consome? Diria que ambos são vítimas e necessitam cuidados, cada um em seu contexto. Aquele que convive com o ciumento deve aprender a colocar limites, não alimentando a dinâmica doentia do parceiro, e não deixando de fazer suas coisas ou falar com seus amigos só porque o outro quer. Ele acaba cedendo às pressões para evitar brigas, o que lhe parece mais fácil, mas o resultado é catastrófico, pois quando menos imaginar perceberá o quanto está agindo em função do outro e se deixando de lado, submetendo-se, anulando-se por completo. E o pior: nada satisfaz ao parceiro, que vai exigir sempre mais, pois, como já foi dito, a sensação da dúvida permanece.

Quando você vive em uma família cujas características principais são o controle, o cuidado excessivo, o zelo e preocupação com os filhos, cresce achando que assim deve ser, pois esse foi o modelo aprendido.

A maneira certa de lidar com o ciúme

Em sua terapia procure entender porque se deixa dominar por alguém que lhe cerceia por completo, aceitando abrir mão de seu direito e liberdade de relacionar-se com as pessoas e com o mundo. Já o ciumento deve procurar ajuda psicoterapêutica e medicamentosa, pois o tratamento abrange tanto o lado emocional quanto o físico. É uma doença tratável à base de antidepressivos, que aliviarão e muito os sintomas, devolvendo à pessoa a liberdade de viver. A psicoterapia paralela à medicação é fundamental para que se trabalhem questões profundas ligadas ao aparecimento do ciúme, geralmente envolvendo dinâmicas familiares complicadas, insegurança e autoestima baixa, entre outras. Nunca tome medicação por conta própria, sempre consulte o médico antes de optar pelo tratamento medicamentoso.

Uma grande dificuldade que encontramos ao lidar com essas pessoas é que em muitos casos tal comportamento foi aprendido com o pai ou a mãe, também ciumentos, passando a falsa ideia de que esse jeito de funcionar é o normal. Quando você vive em uma família cujas características principais são o controle, o cuidado excessivo, o zelo e preocupação com os filhos, cresce achando que assim deve ser, pois esse foi o modelo aprendido.

Porém, ao deparar-se com um(a) namorado(a) que não viveu essa dinâmica, o ciúme começa a se manifestar, denunciando a presença da doença. Como convencê-lo a se tratar se a própria família não considera seu comportamento "fora do padrão", muitas vezes boicotando a continuidade do tratamento? Aqui entra a importância de uma terapia familiar acontecendo paralelamente ao tratamento individual, para que cada um possa reconhecer sua parcela de responsabilidade no problema e juntos, se comprometam a resolvê-lo.

É preciso reaprender a relacionar-se sem o controle e libertar-se da angústia da dúvida para experimentar o prazer de um relacionamento "saudável", onde ambos possam compartilhar momentos de tranquilidade, sem ter que abrir mão de sua individualidade ao mesmo tempo. Isso é possível, basta querer.

tenha sertesa para onde asta indo? 

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